
Vidros de segurança são aqueles que, em caso de quebra, reduzem o risco de corte e queda. Pela ABNT NBR 7199:2025, apenas dois tipos integram essa categoria no Brasil: o temperado e o laminado. A escolha entre eles depende de onde o vidro será instalado, da altura do piso, do risco de queda e do nível de exposição a impacto humano.
O vidro passou de ser um detalhe arquitetônico na cultura brasileira e já é visto como critério estratégico em qualquer obra. Em 2024, o setor de processamento produziu volumes de laminado quase 10% maiores que no ano anterior, com os insulados crescendo 49,3% no comparativo, segundo o Panorama Abravidro 2025.
A leitura é simples: o mercado está especificando vidros melhores. E o motivo principal está nas normas, não no gosto do arquiteto. A área envidraçada de portas, fachadas, sacadas e guarda-corpos hoje é muito maior que há dez anos. Janelas chegam do piso ao teto.
Sacadas viraram extensão da sala, escritórios trocaram divisórias de drywall por painéis de vidro de altura inteira. Quanto mais vidro, maior a chance de impacto humano acidental. E é exatamente esse risco que a norma tenta neutralizar.
Em junho de 2025, a NBR 7199, principal referência técnica para aplicações de vidro na construção civil brasileira, passou por uma revisão. O texto novo trouxe mudanças que mexem na rotina de quem especifica, instala ou compra vidro no país. Saber o que mudou é o primeiro passo para escolher bem.
Engana-se quem pensa que a classificação tem a ver com espessura, cor ou marca. Tem a ver com comportamento na hora da quebra.
Um vidro comum, ao romper, gera estilhaços longos e cortantes que se desprendem do vão. Um vidro de segurança rompe de forma controlada: ou se fragmenta em pedaços pequenos e arredondados, ou mantém os cacos presos a uma película interna.
Pela ABNT NBR 7199:2025, apenas os vidros temperado e laminado integram essa categoria. O vidro aramado, que durante anos foi tratado como vidro de segurança no Brasil, perdeu essa classificação na revisão. A mudança alinha o país a referências internacionais da Europa e dos Estados Unidos.
Cada um dos dois tipos aceitos tem seu próprio padrão técnico:
A diferença entre os dois fica clara na imagem do estilhaço: o temperado se desfaz por dentro do caixilho; o laminado trinca mas continua de pé.
O temperado é o vidro mais processado no Brasil. Em 2024, ele representou 59,3% da produção de vidros transformados no país.
Tem custo competitivo, alta resistência mecânica e suporta bem variação de temperatura. É a escolha natural para box de banheiro, portas internas, divisórias, tampos de mesa, vitrines e fechamentos de sacada.
Tem três limitações importantes:
O laminado é o vidro de segurança por excelência das aplicações de risco. A película de PVB faz três trabalhos ao mesmo tempo: contém os cacos em caso de quebra, filtra até 99,6% dos raios UV e atenua ruído externo. Ele aceita variações de espessuras, com diferentes tipos de película e até com vidros temperados como lâminas.
Sua principal força é manter o vão fechado mesmo após o impacto. Por isso é obrigatório em coberturas de vidro, guarda-corpos, sacadas envidraçadas e fachadas em altura, conforme detalhamos no post sobre guarda-corpos e normas de segurança.
É o produto que combina os dois processos. Duas ou mais lâminas de vidro temperado são unidas por interlayers que podem ser o PVB ou SentryGlas®. O resultado tem a resistência mecânica da têmpera somada à contenção do laminado.
É o vidro de projetos onde a falha não pode acontecer: visores de piscina, pisos de vidro, marquises sobre áreas de circulação, guarda-corpos sem corrimão superior, fachadas estruturais.
A página de vidros temperados laminados da Blue Glass detalha as espessuras e dimensões disponíveis.
A revisão da NBR 7199 publicada em junho de 2025 é a mudança normativa mais relevante para o setor vidreiro brasileiro da última década. Quatro pontos merecem atenção de quem especifica vidro em residência ou escritório:
A regra dos 180 dias se aplicou: projetos protocolados antes de dezembro de 2025 puderam seguir a versão de 2016. Tudo o que entrar daqui pra frente segue o texto novo.
Os benefícios não são abstratos. Vão direto em segurança física, conforto e durabilidade do imóvel.
Crianças correndo, móveis sendo arrastados, queda de objetos. Em todos esses cenários, um vidro comum gera estilhaços que machucam quem está perto. Um temperado se desfaz em pedaços arredondados sem corte. Um laminado mantém os cacos presos à película e segura a abertura do vão até a troca.
O laminado, principalmente quando combinado com películas acústicas, pode entregar ganho de até 3 dB em isolamento sonoro. Para escritórios em avenidas movimentadas ou apartamentos próximos a vias arteriais, esse diferencial é perceptível no dia a dia.
O PVB do laminado filtra até 99,6% da radiação ultravioleta. Móveis, pisos de madeira, tecidos e quadros duram mais. A pele de quem fica horas próxima da janela também recebe menos exposição.
Vidros laminados de maior espessura, com películas reforçadas como o SentryGlas®, viram barreira contra invasões. Não substituem a porta blindada, mas atrasam significativamente quem tenta entrar pela janela.
Imóveis em conformidade com a NBR 7199 atualizada passam mais fácil em vistorias técnicas, financiamentos do BNDES e certificações de eficiência como o LEED.
A pergunta correta não é "qual o melhor vidro de segurança?". É "qual é o vidro de segurança certo para esta aplicação?".
A NBR 7199:2025 trata isso em uma tabela específica. Resumimos abaixo as aplicações mais comuns em projetos residenciais e de escritórios.
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Aplicação |
Vidro indicado |
Por quê |
|
Porta envidraçada interna |
Temperado ou laminado |
Obrigatório vidro de segurança pela nova norma |
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Porta de entrada |
Laminado ou temperado laminado |
Risco de impacto + segurança patrimonial |
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Janela em altura |
Temperado |
Aceito quando não há risco de queda |
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Box de banheiro |
Temperado (NBR 14207) |
Resistência ao calor e fragmentação segura |
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Guarda-corpo de sacada |
Laminado ou temperado laminado |
Temperado puro não é permitido |
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Cobertura de vidro |
Laminado ou temperado laminado |
Película retém cacos em caso de queda |
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Sacada envidraçada |
Temperado ou laminado, conforme NBR 16259 |
Cálculo estrutural específico |
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Divisória de escritório |
Temperado |
Custo competitivo e fácil instalação |
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Piso de vidro |
Temperado laminado multilaminado |
Múltiplas camadas para suportar carga |
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Fachada pele de vidro |
Laminado (estrutural) |
Estilhaçamento contido em altura |
A maioria das casas se resolve com a combinação de temperado para portas, box e divisórias, e laminado para sacadas envidraçadas, guarda-corpos e coberturas. Em projetos com piscinas de borda infinita ou visor de vidro, entra o temperado multilaminado.
Em escritórios, a equação muda. O custo por metro quadrado pesa mais e a estética leve costuma ser exigida pelo cliente. Para divisórias internas, o temperado de 8 ou 10 mm continua sendo o padrão.
Já para fachadas comerciais e pele de vidro, o laminado entra obrigatoriamente, conforme detalhamos no post sobre vidro em fachadas comerciais. Em prédios voltados ao sol, vale considerar vidros de controle solar para reduzir a conta de ar-condicionado em até 27%.
Antes de fechar pedido com qualquer fornecedor, três checagens são inegociáveis:
Além dessas três, vale checar se o fornecedor é homologado pelas usinas nacionais (AGC, Cebrace, Guardian e Vivix) e se tem certificação Kuraray para uso do interlayer SentryGlas® quando o projeto pede esse nível de performance.
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A Blue Glass atua no processamento e beneficiamento de vidros desde 1996, com planta fabril de 8.000 m² em São José dos Pinhais. O forno de têmpera S Glass Evolution FH 2760, com célula de convecção para vidros baixo emissivos, processa peças de até 5.800 × 2.650 mm com certificação INMETRO. Para projetos que exigem laminação, a empresa trabalha tanto com PVB convencional quanto com SentryGlas®, sob certificação Kuraray.
A empresa é homologada pelas quatro usinas nacionais (AGC, Cebrace, Guardian e Vivix) e atende construtoras, indústrias de esquadrias e vidraçarias no eixo Paraná-Santa Catarina, com obras assinadas em empreendimentos comerciais e residenciais.
Para arquitetos, engenheiros e construtoras que precisam especificar vidros de segurança em conformidade com a NBR 7199:2025, a Blue Glass entrega documentação completa, suporte técnico na fase de projeto e prazo de fabricação alinhado ao cronograma da obra.
Precisa de orçamento ou suporte técnico para especificar vidros de segurança no seu próximo projeto? Fale com a equipe da Blue Glass pelo WhatsApp (41) 99126-4141, pelo televendas (41) 3020-8400 ou pelo formulário em blueglass.com.br/contato.
Nossos especialistas avaliam o projeto, indicam o vidro adequado a cada aplicação e entregam a peça com todas as certificações exigidas pela NBR 7199.